Sexta-feira, 24 de outubro de 2014
 
Onde comer em Baia da Traição
Onde ficar em Baia da Traição
Onde comprar em Baia da Traição
Passeio turístico em Baia da Traição
sobre a cidade
Baía da Traição é um município brasileiro no estado da Paraíba. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2006 sua população era estimada em 7.314 habitantes. Território tradicional dos índios Potiguara.

Importância histórica
A Baia da Traição, retrata à sua localização, pela existência de grandes reservas da preciosa madeira nas suas matas e nas regiões vizinhas, era o paraíso dos normandos, que lá fundaram uma feitoria. Eles conseguiram a amizade e a confiança dos Potiguaras, incentivando-os na luta contra os portugueses, vitos pelos silvícolas como um inimigo e invasor de suas terras. Durante as primeiras décadas do século XVI, o litoral paraibano era muito freqüentado pelos franceses, na sua maioria, a serviço do grande armador Jean Ango, visando o trafico do pau-brasil. Essa aliança franco-indigena dificultou a ação colonizadora dos portugueses, causando grandes conflitos e motivando a ida aquela praia de figuras das mais expressivas na historia da Paraíba, entre as quais Martim Leitão, João Tavares e Duarte da Silveira. Estes queimaram varias aldeias destruíram navios franceses e fortificações existentes.


Lutas pela posse da terra
Em 1585, o português Martim Leitão, chegou à Baia com 200 homens e encontrou uma feitoria e um forte, construídos pelos franceses. Houve um intenso combate, onde os portugueses foram os vencedores. Na oportunidade, a fim de marcar suas presenças, levantaram uma povoação, a que deram a denominação de Potiguara.


Povoamento
Após a pacificação dos Potiguaras, em 1599, depois de vinte e cinco anos de luta, durante os quais milhares de índios perderam a vida, a Capitania Real da Paraíba entrou em pleno desenvolvimento, efetuando-se a consolidação da conquista.

Na Baia da Traição, deu-se início ao seu povoamento, formado de colonos portugueses e de nativos que se dedicaram às atividades agrícolas e pesqueiras.

Em junho de 1625, uma esquadra holandesa, composta de 34 navios e cerca de 600 soldados e tripulantes, sob o comando do Almirante Edam Boudeyng Hendrikson, desembarcou na Baia da Traição. Os silvícolas que habitavam a região, receberam holandeses amigavelmente, oferecendo-lhes os seus serviços. Os portugueses que residiam na localidade fugiram para as matas, de onde seguiram para a sede da Capitania. Durante a sua permanência naquela praia, os flamengos fizeram varias incursões pelo interior, chegando até Mataraca e Mamanguape. Cientes do ocorrido, tropas de Pernambuco e da Paraíba, comandadas pelo capitão Francisco Coelho de Carvalho, após sucessivos ataques, forçaram a retirada dos holandeses. Os Potiguaras pagaram muito caro pela sua hospitalidade, sendo terrivelmente massacrados, inclusive velhos e crianças. Os que sobreviveram fugiram para a Copaoba e para o Rio Grande do Norte. Alguns conseguiram embarcar na esquadra rumo a Holanda, entre os quais estava o valoroso Pedro Poti, que lá permaneceu cinco anos.

Após a expulsão dos holandeses do Brasil, a povoação entrou em desenvolvimento, tornando-se num dos maiores produtores da Paraíba. Ficaram famosas as redes tapuaramas, tecidos pelas mulheres da localidade, conhecidas no Brasil pela sua beleza e durabilidade.


Emancipação Política
Foi elevada à categoria de Freguesia em 1762, em homenagem a São Miguel. A independência administrativa foi conquistada em 1962, através da Lei 2.748, de 2 de Janeiro de 1962. Antes havia sido Distrito de Mamanguape. A instalação oficial do município foi 18 de Novembro de 1962. O curioso é que a Baía da Traição tornou-se município por três vezes. A primeira vez, após o ano de 1762, permanecendo nessa condição até 1840, quando foi extinto e incorporado à Mamanguape pela Lei nº 14, de 12 de Setembro de 1840. A segunda vez ocorreu em 1879, pela Lei nº 670 de 6 de março, quando, emancipado, não teve condições para substituir, havendo nova incorporação. O Decreto de 1164, de 15 de Novembro de 1938, elevou Baía da Traição à categoria de Vila. A terceira emancipação, definitiva. se processou através da Lei nº 2.748, datada de 2 de Janeiro de 1962.

Forte da Baía da Traição

Antigo Forte da Baía da TraiçãoPosteriormente, por determinação real, foi instalado um forte no local ainda denominado Forte, sobre o histórico Alto do Tambá, de onde se podia descortinar e defender a barra e a enseada da Baia da Traição.

Os franceses, visando ao trafico do pau-brasil, fundaram uma feitoria na Baia da Traição, que era o ponto de convergência de todo o madeiramento abatido naquela região. Construíram também um fortim para a sua segurança. Estas edificações foram destruídas por Martim Leitão, na época da conquista da Paraíba. O referido forte foi guarnecido com possantes peças de artilharia de ferro fundido, vindas de Portugal, a fim de defender a terra conquistada, constituindo-se, na época, na mais avançada tecnologia em matéria de armamento. É provável que tenham vindo para a Baia da Traição após a sua ocupação pelos holandeses, em 1625.


Antigo Forte da Baía da Traição

O forte da Baia da Traição era guarnecido por soldados vindos da fortaleza de Cabedelo. Nenhum vestígio desta fortificação permaneceu, a não ser alguns canhões corroídos pelo tempo e pelo abandono do homem.

Atualmente, na sede municipal, completamente deslocados do seu ambiente, dois canhões remanescentes de épocas históricas estão instalados no forte da Baia da Traição. Outros, foram desviados para lugares ignorados.

Farol
A Baia da Traição tem sua costa protegida por uma linha de arrecifes(“as pedras”) que lhe dá características originais de rara beleza.

Em 1923, foi inaugurado o farol da Baia da Traição – o segundo da Paraíba – nas proximidades da Feiticeira, com o objetivo de defender as embarcações de possíveis acidentes, junto aos arrecifes existentes naquela praia.

O farol da Traição é uma linda armação de forma quadrangular de concreto armado, cor branca, com uma altitude de 12 metros e um alcance geográfico (luz) de 12 milhas, com lampejo branco de 06 segundos. Já passou por varias modificações nos anos de 1927, 1947, 1970, 1972, e 1985. Atualmente, está estalado a poucos metros do local onde permaneceu desde a sua inauguração.

Gráfica 2001 Campina Fm P3 Host Brasil Flash Clube AgitosPB.com Up Mix Estação Jovem
Página inicial Quem somos Anuncie em nosso portal Notícias Inglês Francês Italiano